terça-feira, 21 de junho de 2016

Desafio ao Ide de Jesus

"Desafio ao Ide de Jesus."
Maio e Junho de 2016
“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações”
Mateus 28:19
Consideração InicialJá ouvi pregações, li textos e assisti aulas sobre o ide, em que lecionam que o mais correto na tradução para o português seria dizer indo. Entretanto, em que o saber qual o melhor entendimento do tempo verbal nos ajuda na realização da ordem expressa de Jesus: Fazei discípulos? Se não existir em nosso coração o desejo ardente para a realização desse imperativo bíblico, nada faremos. Lembrando que o PNM – Plano Nacional Missionário, aprovado no 19º Concílio Geral da Igreja Metodista determina como Tema Principal, para nossa inspiração, o seguinte: DISCÍPULOS E DISCÍPULAS NOS CAMINHOS DA MISSÃO e no seu detalhamento, para o biênio de 2012-2013: CUMPREM O MANDATO MISSIONÁRIO DE JESUS; para 2014-2015: FORMAM UMA COMUNIDADE DE FÉ, COMUNHÃO E SERVIÇO; para 2015-2016: PRODUZEM FRUTOS DE UMA VIDA SANTIFICADA (p. 64), trata-se de incentivo ao povo metodista para a continuidade da missão. O PNM demonstra que existe o clamor e o ardor pela expansão missionária cristã, através de nossa Igreja.
Missão não acontece por Decreto EpiscopalEu acredito que o Colégio Episcopal, bem como o Concílio Geral, entende que o povo metodista quer e deseja realizar a missão, conforme determinada por Jesus Cristo (confira as diversas comissões deixadas nos Evangelhos: Mateus 28:19-20; Marcos 16:15-18; Lucas 24:46-47; João 20:21-22). Creia-me, meu amado irmão e irmã, tanto no ide como no indo a missão deve ser realizada com paixão e isto deve ser expresso em ações reais e visíveis pelas diversas Igrejas Locais, no território brasileiro, através de pastores/as e de leigos/as envolvidos/as nos diversos ministérios da igreja. Ações como as que já acontecem em várias Igrejas Locais. Sei que a missão não se realiza através de decretos episcopais ou na determinação expressa pelo Concílio Geral e sim no compromisso, na dedicação e no envolvimento pessoal de cada um/a de nós que ama a missão de Deus.
Missão se realiza como Ato de AmorA missão não deve ser vista e nem entendida como peso, mas como ato de amor (João 21:15-17). Amor para com Deus e também para com os homens e mulheres (1ª João 4:20,21), principalmente para com aqueles/as que se encontram perdidos/as, necessitados/as, sem esperança e carecem de serem encontrados/as pela graça do Evangelho (Marcos 2:15-17). Nós temos uma mensagem de esperança e de salvação através do Evangelho de Cristo e devemos anunciá-la com força e com vigor (2ª Coríntios 3:4-12).
Missão à wesleyanaComo aprendemos no ensino básico da fé cristã ao modo wesleyano de pensar, é dever do cristão levar a homens e mulheres o anúncio da esperança em Cristo com o fim de sua salvação*. Quando realizamos essa tarefa com prazer e alegria, mostramos ao Senhor o nosso amor por Ele e por sua missão.Como exemplo, cito a finalização de um de seus sermões, O Grande Tribunal: “ Que vos entregueis agora àquele que se deu a si mesmo por vós, em fé humilde, em santo, ativo e paciente amor! Assim vos regozijareis em excessivo gozo naquele dia, quando Ele vier com poder nas nuvens do céu! ” (Sermões de Wesley – Vol. 1, p. 316).
Desejo PastoralOuvi de um pastor amigo: “Qual o pastor/a ou pregador/a que não gostaria de ver, ao término de sua pregação, ao fazer um apelo de conversão, o altar cheio de pessoas rendidas ao Senhor?” É bem por aí! Será que existe cristãos/ãs que não têm prazer em ver pessoas sendo salvas? Recuso-me a acreditar que eles/as existam. Insisto em afirmar que segundo a convicção wesleyana, somos chamados/as para conduzir pessoas à salvação. Logo, a missão deve ser como fogo ardente em nosso peito (Jeremias 20.9; 1ªCoríntios 9:16). Oro para sermos incomodados/as constantemente pelo Espírito Santo até que estejamos todos/as envolvidos/as no projeto de salvação da humanidade.
Nem todas as pessoas serão salvasNão ignoro que nem todas as pessoas serão salvas, mas acredito que todas elas devem ouvir sobre o Evangelho e serem desafiadas para uma nova vida em Cristo. Neste sentido, a Igreja pode tornar-se devedora ao seu Cristo. Será devedora quando havendo oportunidade negar-se à voz profética, ao anúncio do amor de Deus, à cura das feridas emocionais através da oração e do acolhimento comunitário, ou seja, quando negar-se a cumprir o ensino cristão (Mateus 25:34-40). A igreja realiza a missão, conforme comissionada por Cristo, colhendo frutos do seu trabalho e apesar dos frutos colhidos e de outros perdidos, jamais desiste da realização de sua tarefa de ganhar almas para o Reino de Deus.
Consideração FinalAo compartilhar com vocês o desejo que tenho de ver todos os nossos irmãos envolvidos e todas as nossas irmãs envolvidas com o Reino de Deus e com a Sua missão, afirmo que muitos de nossos membros se encontram envolvidos na Missão de Deus, mas é notório também que outro tanto ainda não se envolveu e isso faz com que muitos homens e muitas mulheres pereçam sem ter oportunidade de conversão ao Deus da Vida. Como disse, não é através de decretos episcopais ou determinações conciliares que realizaremos a missão e sim com engajamento, paixão e muito amor às coisas de Deus, do seu Reino e também pela humanidade, pois é através do cumprimento do imperativo de Jesus Cristo: Ide e fazei discípulos/as, que a Igreja estará plenamente no propósito da salvação do mundo.
O desafio é para o engajamento de todos/as os/as cristãos/ãs na missão de Deus e no seu propósito salvífico. Deus conta com você!
Bibliografia:1 - Bíblia On Line;2 – O Diário de John Wesley – Pai do Metodismo. Tradução de Izilda Peixoto Bella. Arte Editorial 2009;3 – Plano Nacional Missionário 2012-2016 – Igreja Metodista;4 – Sermões de John Wesley – CD produzido pela FATEO – Faculdade de Teologia da IM;5 – Sermões de Wesley – Volume 1 – Imprensa Metodista.
* Deduções que podem ser tiradas a partir da leitura do Diário de John Wesley, dos seus sermões e também, do Art. 3º. Da Constituição da Igreja Metodista.
José Carlos Peres

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Páscoa Marca do Amor de Deus

Compartilhei este prédica com os/as pastores/as da 3RE, no dia 03 de abril, no dia do Encontro Regional de Pastores/as. Agora compartilho com vocês estes pensamentos que Deus colocou em meu coração. Feliz Páscoa a todos/as.

Texto: João 3:14-16 (NVI)

14 Da mesma forma como Moisés levantou a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do homem seja levantado, 15 para que todo o que nele crer tenha a vida eterna. 16 "Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.
Introdução:

Diversos sermões e artigos já foram publicados sobre a Páscoa, nós mesmos, como pastores/as, já pregamos e lemos muito sobre isso. Portanto, acredito que nenhuma novidade há que se possa apresentar para vocês, mas eu acredito no poder renovador da mensagem do Evangelho e é nessa expectativa que falo a vocês no dia de hoje. Que Deus possa nos renovar em seu amor.
Contextualização

Estes três versículos se encontram em uma explicação que Jesus dá sobre o novo nascimento. Ele está esclarecendo a Nicodemus sobre o tema e no esclarecimento deixa claro que para nascer de novo o caminho é passar por Ele (Jesus). Dá pistas do que lhe aconteceria em tempo oportuno, seria levantado em uma cruz (14) para salvação de todo o que nele crer (15). Deixa claro também que essa obra é fruto do amor do Pai para com a humanidade (16).
Propósito de vida

Creio que no período de Páscoa é tempo de reflexão e de reafirmar nossa fé, pois ao nos fazermos cristãos/ãs, ao nos colocarmos como seguidores/as de Jesus, ao assumirmos a vida cristã como nosso estilo de vida e desde o momento em que declaramos que Jesus Cristo é o nosso Senhor, estamos comprometidos com Ele e com o seu Evangelho e pesa sobre nós o testemunho da fé e a fidelidade aos princípios da Sua Palavra.
Marca do amor de Deus

Como entendo que Páscoa é marca do amor de Deus para conosco, quero deixar como destaque que é através do amor que podemos impactar o mundo com a história de Cristo. Lembrando que discípulo/a é aquele/a que segue os caminhos do mestre, então o caminho que temos a seguir é o caminho do amor: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos” (Jo 15.13)
O amor deve ser nossa marca

Não seremos conhecidos/as como cristãos/ãs pela quantidade de conhecimento que adquirimos, pelos graus e títulos acadêmicos que conquistamos, pelos belos sermões que construimos e pregamos, pela nossa aparência impecável ou pelos méritos dos esforços desprendidos em ação social. Mas, seremos conhecidos com o amor com o qual nos amarmos: " 34 Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros. 35 Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros" (João 13:34-35).

Consideração Final
Que este período de Páscoa possa encher o nosso coração de esperança de que tudo vai melhorar, ainda que a núvens possam ser densas e acizentadas e a luz nos horizontes da vida não estejam aparecendo. Que a esperança no Cristo ressusreto traga a luz para nosso caminho e para nossas ações, cobrindo tudo com o Seu amor e com a Sua graça. 

domingo, 25 de março de 2012

Olá!

Depois de muito tempo, em função de estar atarefado, não tenho atualizado ao meu blog. Hoje, ao dar uma olhada nas estatísticas do blog, notei que muitos irmãos e irmãs tem passado por aqui para dar uma olhada e certamente, não encontrou nada de novo. Resolvi que vou atualizar, pelo menos, uma vez por semana, a fim de compartilhar com os irmãos, como fazia anteriormente.

Um abraço a todos/as

Bispo Peres

sexta-feira, 3 de junho de 2011

A UNÇÃO NOS FAZ FORTES

Uma palavra de incentivo
Domingo, quando terminei de pregar este sermão, um dos amados irmãos da Igreja me disse: Pastor este sermão precisa ser divulgado. Pensei bastante sobre isso, apesar de, vez ou outra, postar no blog um deles. Este, eu estou postando para atender ao pedido deste irmão. Espero que o sermão edifique a sua vida assim como edificou a minha quando o estava preparando.
Consideração inicial
Como vimos na semana passada, a Unção é que faz a Diferença em nossa vida. A mesma unção que é dada por Deus e permanece em nós pelo Espírito Santo, traz força para desenvolvermos o ministério que nos foi dado. Podemos ver isso na vida de Davi, bem como na vida de outros homens de Deus como Daniel, Elias e outros. Com a unção do Senhor sobre sua vida, com certeza, você também se tornará forte.
Textos:
1Sm 16.13 – “Então Samuel tomou o vaso de azeite, e o ungiu no meio de seus irmãos; e daquele dia em diante o Espírito do Senhor se apoderou de Davi. Depois Samuel se levantou, e foi para Ramá”.
1Sm 16.18 – “Respondeu um dos mancebos: Eis que tenho visto um filho de Jessé, o belemita, que sabe tocar bem, e é forte e destemido, homem de guerra, sisudo em palavras, e de gentil aspecto; e o Senhor é com ele”.
Introdução:
Já vimos e entendemos que é pelo Espírito do Senhor que Davi se tornou no homem e no Rei que foi. Vimos também como alguém que estava esquecido no campo, cuidando de ovelhas veio a se tornar o homem segundo o coração de Deus. Hoje, veremos uma segunda característica que se acentuou em Davi depois da unção que recebeu.
Ele é forte. Foi realçando esta característica de Davi que um dos homens do Rei Saul fez sua apresentação.
O que significa ser forte?
Ele é forte
O entendimento que se tem nesta afirmação é que se trata de alguém que foi fortalecido pela graça de Deus com o intuito de vencer. Podemos definir Davi como um homem vencedor. Basta ver de onde saiu e para onde Deus o conduziu.
Muitos de nós, fomos fortalecidos por Deus para vencer, olhe de onde você saiu e para onde Deus o está levando! Quantos não nasceram em famílias muito pobres, passaram por dificuldades, caminharam com os pés descalço e hoje são bem sucedidos? Quando vamos conquistando nossas vitórias muitas vezes o inimigo tenta nos confundir fazendo com que pensemos que somos vitoriosos por nossa força ou porque somos bons mesmo. Quem estiver com pensamentos parecidos com este aconselho que leiam Dt 8.10-17 e aprendam com esta leitura. Entretanto, a nossa vitória somente foi possível pela unção de Deus sobre nossa vida. Então o louvor e a honra devem ser dados a Ele.
Você que se sente fraco porque foi vencido e dominado pelo pecado, mesmo sabendo que a Palavra de Deus ensina que o pecado não tem domínio sobre aquele que foi alcançado pela graça de Deus (Rm 6.14), está precisando receber a Unção que pode fazê-lo forte.
A razão de muitos estarem afastados dos caminhos de Deus, que gostam de questionar a Sua Palavra e que não adotam os princípios divinos em suas vidas, é porque lhes falta a unção do Espírito e também precisam recebê-la.
Pedro (Mt 26.75), Tiago, João (Lc 9.54) e Paulo (Gl 1.23) são exemplos homens que se deixaram fortalecer pela unção que receberam e nós também devemos nos fortalecer pela unção que recebemos. Chega de ficar pensando a nosso respeito aquém do que convém. Rm 12.13 nos ensina que não devemos pensar de nós além do que convém, mas não podemos pensar aquém do que convém, pois tanto uma com a outra forma de pensar não faz bem, pois uma supervaloriza e a outra subestima. Acho que ambas as formas de pensar é pecado. Mas, somos vencedores sobre o pecado porque ele não domina sobre nós.
A unção o faz forte para que você seja livre
Jz 15.14 - E, vindo ele a Leí, os filisteus lhe saíram ao encontro, jubilando; porém o Espírito do SENHOR poderosamente se apossou dele, e as cordas que ele tinha nos braços se tornaram como fios de linho que se queimaram no fogo, e as suas amarraduras se desfizeram das suas mãos.
Como o texto nos mostra, a unção vem sobre nossa vida para nos tornar pessoas livres. Ela não nos deixa prisioneiros do inimigo, dá-nos força para quebrarmos as amarras que tenta nos prender. Entendo que do mesmo modo que a Unção deu poder a Sansão para se libertar o mesmo ocorrerá conosco, teremos poder de Deus para nos libertar de toda e qualquer amarra que o diabo quiser colocar em nossa vida. Você, pela unção de Deus, tornar-se-á forte para vencer o inimigo e as provações.
Caso o seu ministério também esteja amarrado, preso por grilhões, em nome de Jesus Cristo, nesta noite, a força de Deus, pelo Espírito que unge e fortalece, há de trazer a libertação sobre o seu ministério. Hoje, que não seja outra coisa senão a vitória que o Senhor lhe conceda. Tome posse pela fé, dessa palavra, meu irmão. Deus o faz forte para mantê-lo livre. Acredite, você não foi chamado para ser fraco e debilitado, sem força e sem vigor, Deus o chamou para ser forte nele.
Diga como o apóstolo Paulo:
“Posso todas as coisas, naquele que me fortalece” – Fl 4.13;
“Que segundo as riquezas de sua glória, me conceda que seja robustecido com poder pelo seu
Espírito no homem interior” – Ef 3.16;
Você é forte para realizar proezas em nome de Deus
Dn 11.32b ... mas o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e fará proezas”.
Amados, a coisa mais triste para o pastor é quando a Igreja é desafiada para a leitura da Palavra, para a oração e para o jejum e povo diz que não pode. Esquece-se que são estas atitudes trazem sobre nós a unção de Deus, pois demonstram que somos interessados nas coisas do Reino.
Quando abrimos mãos delas somos destinados ao fracasso e tenho para mim que essa é a razão de muitos caminharem desanimados, fracassados, sem vigor e vivendo na base da oração dos outros por sua vida.
Pessoas que não se fortalecem em Deus, quando cai, vem com aquela desculpinha que a maioria dos crentes gosta: “sabe como é... a carne é fraca”. Porém, não é a carne que se encontra fraca e sim o espírito, pois a vida espiritual está fracassada também.
Todos sabemos que a carne é alimentada pelo pecado e pela fraqueza, assim a Bíblia ensina:
Mc 14.38 – Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.
Rm 8.3 – Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne.
Entretanto, o espírito é que deve ser fortalecido para controlar os desejos da carne:
2Co 3.6 – O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica.
Jo 6.63 – O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida.
Então, meus irmãos, como aprendemos com Daniel, sejamos um povo forte e destemido. O senhor é conosco. Somente quem não conhece o seu Deus é que anda em fraqueza.
Pela graça de Deus é que somos fortalecidos
Paulo se sentia fraco por aquilo que ele chama de espinho que lhe fora colocado na carne. Depois de orar por três vezes sobre isso ao Senhor, ele obteve a resposta que se encontra em 2Co 12.9-10 cuja a essência é: “a minha graça te basta”. Deus nos fortalece em nossas fraquezas.
Foi deste modo que o fraco Davi, pela graça de Deus, fortalecido pelo poder do Espírito Santo, venceu o gigante Golias. Meu amado irmão, você também será fortalecido por Deus para vencer os gigantes que se apresentam em sua vida. O Senhor é a sua força.
Nos momentos de angústia e de tristeza, quando a coisa parecia sem saída, quando os horizontes da vida estavam cinzentos, Davi se fortalecia em Deus. O Livro de Samuel relata um incidente na Cidade de Ziclague que fora saqueada e queimada pelos amalequitas, Davi ficou angustiado e o povo falava em apedrejá-lo, entretanto, ele se refugia e se fortalece em Deus (1Sm 30.6).
É no Senhor e por sua unção que somos fortalecidos.
Apelo
Quero convidar você para o altar. Aqui no altar você deixará a sua fraqueza nas mãos do Senhor e levará sobre si a sua graça e a unção que lhe fará forte para derrotar gigantes. Quem o guiará será o Senhor e não as circunstâncias da vida. Deus é contigo e o faz forte.
Rev. JC Peres

quinta-feira, 26 de maio de 2011

PRONUNCIAMENTO DAS IGREJAS DE TRADIÇÃO WESLEYANA NO DIA 21 DE MAIO NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO

“UNIDOS PELA VIDA”

João Wesley, com seu irmão Carlos Wesley e um grupo de pessoas cristãs , revolucionou o pensamento e a prática cristã na Inglaterra no século XVIII

No contexto de um caos religioso, moral, social, econômico, no princípio da industrialização, a partir de uma vital experiência religiosa ocorrida em 24 de maio de1738, surge um “movimento denominado wesleyano” do qual de sua vertente fluem vários grupos denominacionais cristãos, totalizando hoje no mundo o montante de 100.000.000 de fiéis mais seus familiares e seguidores.

Hoje, aqui, estamos com um contingente da Família Wesleyana em momento celebrativo representando as Igrejas Exército de Salvação, Holiness, Metodista, Metodista Livre, Metodista Wesleyana, Igreja do Nazareno , bem como outros segmentos da tradição wesleyana expressando a nossa gratidão a Deus pela visão e estilo de vida surgidas a partir do movimento no século XVIII e as dimensões espirituais, éticas, morais, sociais que ele nos delegou.

A Vocação divina concedida ao Movimento Wesleyano se fundamenta na Graça de Deus, revelada em Jesus Cristo, sob a dinâmica do Espírito Santo contempla a vitalidade de uma espiritualidade profunda de comunhão com Cristo, através de “uma experiência espiritual pessoal” progressiva, contínua guiando-nos ao caminho da “perfeição cristã”, também chamado de “santificação”.

Não é uma visão aparentemente “intimista”, mas tem os seus reflexos pessoal, familiar, social em todos os seus aspectos. Wesley pregou aos “mineiros”, nas prisões, lutou contra a escravidão, à marginalização da mulher, abriu espaços educacionais a uma multidão de crianças abandonas, dando uma dimensão de “piedade” e de “atos de misericórdia” junto da Comunidade.

São muitos os testemunhos históricos que afirmam que “esse movimento” livrou a Inglaterra de uma revolução sangrenta, proporcionando uma profunda reforma na vida da nação.

Cremos em nossa Vocação Cristã numa ação missionária que atinge a vida humana em seus vários segmentos, em particular numa responsabilidade cívica e social.

Nessa perspectiva, reafirmamos nesta Casa Legislativa o nosso compromisso com a vida manifesta em Cristo Jesus em termos de justiça, paz, reconciliação e integridade da criação.

Igualmente, assumimos o compromisso enquanto família wesleyana, em terras brasileiras, de continuar a exercer o ministério profético, de anúncio e edificação dos sinais do Reino de Deus e de denúncia e erradicação de tudo quanto gera injustiça e morte.

Fiéis à direção do Espírito Santo, sentimos que Ele nos leva ao compromisso de anunciar o Evangelho em sua plenitude, a lutar contra a injustiça sendo solidários com os pobres, oprimidos, marginalizados e discriminados pela presente ordem política, econômica, social, moral, ética e espiritual.

Dessa forma, comprometemo-nos a deixar que Deus nos use, como família cristã e wesleyana visando cumprir a nossa vocação histórica que é: “reformar a nação, particularmente a Igreja, e espalhar a santidade bíblica sobre toda a terra” (João Wesley).

a. Respeito à liberdade de expressão e ser e à separação entre o Estado e a Igreja, não significando com isso ausência de diálogo e de uma ação profética a favor dos valores maiores do Reino de Deus fincados no amor, na reconciliação, na presença da Justiça, da ética, da paz, do respeito humano, da solidariedade e do respeito.
b. Nossa preocupação com a tramitação no Senado Federal da PL 122/2006 (Projeto de Lei número 5003/2001), que criminaliza toda e qualquer manifestação contrária a orientação sexual da homossexualidade.Compreendemos que a PL fere à Constituição Brasileira que sublinha no caput do Art. 5o: “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza” , bem como, desrespeita a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 que no Art. 18 afirma “que todo homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião”, e no Art. 19o complementa: “que toda a pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão, o que inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios independente de fronteiras. O PL favorece uma minoria em detrimento da grande maioria do povo brasileiro.
c. A falta de uma ação mais efetiva que venha preservar o “meio ambiente”, expressando cuidado para com ele através da formação educativa de nossas crianças e jovens e de ações e leis que defendam os “mananciais”, as matas e florestas, os rios, as montanhas e tudo o mais que venha a desequilibrar o harmonia da Criação.
d. Uma ação efetiva contra todas as formas de violência presentes no tecido social afetando pessoas, famílias grupos sociais os mais diversos. Nesse sentido, nos postamos a favor do desarmamento, tão necessário em nosso país.
e. A cultura de uma ação cidadã responsável, através de uma educação cívica fundada em valores universais básicos para o respeito, o direito e a justiça sociais.
f. Preocupação e busca de ação concreta contra a presença do “álcool, da droga, da liberação do sexo irresponsável”, que traz como consequência a deteriorização da Pátria e de seus cidadãos.
g. A contraposição aos valores da Pós-modernidade, tais como o “individualismo”, o ”egocentrismo”, a “busca do prazer”, o “domínio da força”, o apogeu do nome, da autoridade, da posição, da busca do poder, do domínio a todo o custo, com os valores do Evangelho do Reino e da Ética Universal, respeitada por todos os que militam no caminho da Justiça e da Paz.
h. Preocupa-nos uma “política” que estimula o “consumismo” sob todas as formas como um meio de desenvolvimento econômico, levando uma multidão de concidadãos à dívidas impagáveis, em especial pela cobrança indevida de altos juros nas transações efetuadas.
i. Não concordamos com os “meios” que tendo em vista os “fins” a serem atingidos são usados de forma indevida e de forma contraditória em qualquer nível e área do viver, da vida nacional ou Internacional.
Fazemos este pronunciamento com respeito e consideração, orando ao Senhor a favordas nossas autoridades constituídas aqui, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, bem como pela presidência da República, Congresso Nacional e demais autoridades nacionais.

Expressamos o nosso respeito e colocando-nos à disposição através de nossas Igrejas aqui representadas para colaborar em favor de uma sociedade melhor para todos.

São Paulo, 21 de maio de 2011.

Adriel de Souza Maia, Bispo-Presidente 3a.Região –Igreja Metodista.
Andreson Caleb – Bispo-Presidente 3a. Região – Igreja Metodista Wesleyana,
Eduardo Godoy- Pastor – Igreja Evangélica Holiness do Brasil
José Ildo Melo – Bispo-Presidente da Igreja Metodista Livre.
Oscar Saches – Comissário Exército da Salvação.
L. Aguiar Valvassoura - Pastor-Presidente da Igreja do Nazareno.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Sermão de Casamento do Meu Filho

Consideração inicial

Eu acredito que todos os casais quando se unem em matrimônio o fazem para serem felizes. Com vocês não é diferente. Muitos pensam que o enlace do matrimônio é o ápice em um relacionamento, entretanto ele é o início de tudo. Ele põe fim ao tempo do vamos ver se temos coisas em comum, se temos possibilidades de nos entendermos etc., para dar início a uma vida a dois. Vida que se inicia com o sonho e a esperança de harmonia, paz e alegria no lar.

É com esta intenção que vieram ao altar do Senhor para buscar a Sua bênção para este início de caminhada conjugal. Entretanto, além da bênção do Senhor há uma parte que cabe a vocês, vejamos:

Texto 1:

Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo? – Amós 3.3

A pergunta Bíblica nos faz chegar a uma única conclusão: Não. Então, hoje, diante das suas testemunhas e da comunidade cristã que aqui se reúnem, vocês estarão fazendo um acordo, um pacto, um testamento ou simplesmente, uma aliança. Estabelecida pelos votos, conforme o ritual da Igreja, ainda assim, faz-se necessário lembrar duas coisas muito importantes que devem compor a aliança de vocês.

Texto 2:

Assim também vós, cada um em particular, ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher respeite o marido – Ef 5.33

Amor e respeito devem compor os termos de sua aliança e permear as ações diárias na vida de vocês. Se o marido faltar com o amor a mulher faltará com o respeito. Por isso:

Endric, ame sempre e de modo incondicional que é o tipo de amor mais sublime que existe na terra, pense assim: A Nathaly merecendo ou não, eu vou amá-la em todo o tempo.

Nathaly, respeite sempre e também de modo incondicional, pense: O Endric merecendo ou não, eu vou respeitá-lo em todo o tempo.

De forma incondicional é como se estivéssemos fazendo a Deus, como forma de adoração.

Consideração final

Vocês estão se unindo para serem felizes e sabem que precisam cumprir os termos da aliança propostos nos votos do ritual e temperando esta aliança com amor e respeito. Esta é a parte de vocês. A de Deus é abençoá-los de modo a conquistarem harmonia, paz e alegria no lar.

Agora quero deixar como pai a minha palavra:

Endric e Nathaly,

Preparei o meu coração para o dia de hoje. É emoção pura. Acho que até vou chorar (e não é para dar um climinha) é que desde agora sinto que o meu menininho já era, já virou um homenzarrão, honrado e nota 10.

Filho que bênção ser seu pai. Que presente Deus me proporcionou quando você nasceu!

Chegou a hora em que você vai construir sua família e minha oração é para que também no seu lar você supere em tudo o meu. Aliás, você bateu todos os meus recordes: é mais inteligente, é mais bonito, é mais charmoso, é mais alto e com toca certeza, saberá, debaixo da bênção de Deus, construir um lar muito feliz.

Apesar da falta que sentirei de você, por perder o companheiro de futebol nas tardes de domingo e serão raras as vezes em que poderei ver a sua alegria ao chegar em casa e, como eu disse à Michelle, passar pelo corredor e ver o quarto vazio, eu o abençôo, em nome de Jesus, para que a construção de um lar feliz se realize dia após dia.

Nathaly, que alegria poder tê-la como nora. Creio que Deus quando viu o Endric e ouviu nossas orações. Ele pensou:

“É melhor eu caprichar naquela que será a mulher do Endric. Vou fazer alguém que seja bela e que não seja arrogante, farei alguém que seja inteligente e que não seja chata. Farei alguém que seja firme em suas decisões e que não saiba prejudicar ninguém, vou fazer alguém que seja formidável e que não perca a meiguice.”

Aí você nasceu, quando o Endric tinha quatro aninhos e no seu crescimento e no ele, Deus foi acrescentando a ambos: simpatia, alegria, sonhos, esperanças e muita vida. Foi preparando também o dia em que vocês se conheceriam e se apaixonariam para que o Seu projeto fosse realizado: Um lar abençoado e feliz para o Endric e a Nathaly.

Eu também, em nome de Jesus, a abençôo para que construa um lar feliz ao lado do meu amado filho.

Um beijo grande para vocês

Rev. JC Peres
SP 07/05/2011

quinta-feira, 5 de maio de 2011

SER CRISTÃO

O que, realmente, faz-nos cristãos? Seria somente o pronunciar que Jesus Cristo é o nosso Senhor e Salvador, através de uma demonstração cognitiva sobre a fé cristã. Saber sobre Deus e acreditar que Ele existe e até mesmo pronunciar que Ele é Senhor e Salvador, não nos credencia à salvação, pois a Bíblia nos ensina que os demônios têm esse tipo de comportamento: “Crês tu que Deus é um só? Fazes bem; os demônios também o crêem, e estremecem – Tg 2.19”. Nem por isso eles são salvos, antes são criaturas condenadas para as quais não há salvação.

REAÇÕES DOS DEMÔNIOS DIANTE DE CRISTO

Os demônios apresentam ainda outras atitudes que deixam muitos crentes boquiabertos, vejamos:

1. Obedecem à voz de Jesus

“E todos se maravilharam a ponto de perguntarem entre si, dizendo: Que é isto? Uma nova doutrina com autoridade! Pois ele ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem!” – Mc 1.27

“E veio espanto sobre todos, e falavam entre si, perguntando uns aos outros: Que palavra é esta, pois com autoridade e poder ordena aos espíritos imundos, e eles saem?” – Lc 4.36

2. Adoram a Jesus

“Vendo, pois, de longe a Jesus, correu e adorou-o; e clamando com grande voz, disse: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te por Deus que não me atormentes.” – Mc 5.6,7

“Quando ele viu a Jesus, gritou, prostrou-se diante dele, e com grande voz, exclamou: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Rogo-te que não me atormentes.” – Lc 8.28

3. São sujeitos à vontade do Senhor

Leia também Mc 5.8-13.

Estas três colocações são suficientes para corarem de vergonha, muitos dos que se dizem cristãos e, no entanto, são conhecidos por não obedecerem a Deus, por não O adorarem e muito menos por se sujeitarem a Ele.

SER CRISTÃO É TER FÉ QUE GERA SALVAÇÃO

João Wesley diz que os demônios têm fé, porém não uma fé que gera salvação (Sermão I – A Salvação Pela Fé). A fé que gera salvação é aquela que nos leva a adorar a Deus em espírito e em verdade (Jo 4.24); é aquela que com a boca confessa a Jesus como Senhor e com o coração crê que Deus o ressuscitou dentre os mortos; é aquela que com o coração crê para a justiça e com a boca confessa para a salvação (Rm 10.9,10).

Os demônios não são firmados na verdade. Eles são homicidas e mentirosos desde o princípio (Jo 8.44). Então tudo o que vem dos demônios são coisas não confiáveis. Assim, a sua adoração, a sua obediência e a sua sujeição ao Senhor não são confiáveis e nem verdadeiras. À medida que nós procedemos da mesma forma, enganamos a nós mesmos pensando que estamos agradando a Deus quando, na realidade, estamos agradando ao Diabo. Deste modo, não seremos herdeiros das coisas celestiais.

COMO DEVE SER A NOSSA FÉ?

A nossa fé deve ser pura, verdadeira, centrada em Cristo e no seu ensino. Necessitamos caminhar com sentimentos sinceros em nosso coração, amando a Deus sobre todas as coisas, amando ao próximo como a nós mesmos. Fazendo com que a nossa vida seja para a glorificação do nome do Senhor. Devemos promover a paz, a verdade, a justiça e o amor, não como os Fariseus promoviam (Mt 5.20), mortos que eram pela letra da lei, mas realizarmos uma promoção firmada no amor de Deus para a salvação e recuperação de vidas que se perdem.

Toda vez que agirmos contra o querer de Deus, contra os seus desígnios e contra aquilo que foi estabelecido por Ele, estaremos agradando ao maligno e estabelecendo a sua vontade que é a morte, o roubo e a destruição (Jo 10.10).

Quando somos do Senhor, além do Espírito testificar sobre isso (Rm 8.16), temos uma alegre submissão a Deus e um imenso prazer em realizar a sua vontade, a fim de promover o Reino de Deus e a sua justiça.

CONSIDERAÇÃO FINAL

Com as colocações acima, quero despertá-los para um cristianismo real, autêntico e sem “papo-furado”. Entendo que há muito trabalho a ser feito, há muita gente para ser ganha para o Reino e não podemos ficar nos perdendo em questões que há muito tempo deveriam estar resolvidas em nossas vidas, como exemplo: servir ao Senhor com alegria, de forma altruísta, onde os interesses de Deus e do Reino e a necessidade do outro assumem aspectos mais importantes em nossa linha de ação, do que os interesses pessoais e egoístas. Vivamos para Deus.

Rev. JC Peres

quarta-feira, 4 de maio de 2011

UNÇÃO DE VENCEDOR

O texto a seguir se refere ao final da Campanha do Salário que foi desenvolvida na IM em Tucuruvi. Foram dias abençoadíssimos, contamos com a presença de diversos pastores/a que puderam falar aos nossos corações de forma contundente e desafiadora. Em cada sermão que ouvimos sentíamos Deus ministrando ao nosso espírito. Ao final da Campanha a proposta era a de sermos ungidos como vencedores sobre todo e qualquer espírito consumista e que aprendêssemos a investir na missão de Deus. Creio que os resultados foram plenamente satisfatórios.

Assim, compartilho com os irmãos a prédica feita no último domingo:

Texto:

“Então Samuel tomou o chifre do azeite, e ungiu-o no meio de seus irmãos; e desde aquele dia em diante o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi; então Samuel se levantou, e voltou a Ramá” – 1Sm 16.13

Introdução

A Palavra de Deus nos ensina que fomos escolhidos por Deus antes da fundação do mundo (Ef 1.4-5), para sermos santos e irrepreensíveis e também, para sermos filhos de Deus. Esta é a melhor vitória que alguém pode ter. Isto é, para mim, sermos vencedores. E nós o seremos para honrar e glorificar o nosso Deus, deixando que Ele cumpra em nós o seu divino desejo.

Davi foi ungido e do dia de sua unção em diante o Espírito do Senhor se apoderou dele e o tornou vencedor, como nos revela a sua história, tornou-se o homem segundo o coração de Deus (1Sm 13.14). Que também nós possamos ser conforme o que Deus quer que sejamos: santos, irrepreensíveis e filhos de Deus.

Vitórias de Davi:

1. Matou um leão e um urso (1Sm 17.34-35);

34 Então disse Davi a Saul: Teu servo apascentava as ovelhas de seu pai; e quando vinha um leão e um urso, e tomava uma ovelha do rebanho, 35 Eu saía após ele e o feria, e livrava-a da sua boca; e, quando ele se levantava contra mim, lançava-lhe mão da barba, e o feria e o matava.

2. Matou o gigante (1Sm 17.50-51);

50 Assim Davi prevaleceu contra o filisteu, com uma funda e com uma pedra, e feriu o filisteu, e o matou; sem que Davi tivesse uma espada na mão. 51 Por isso correu Davi, e pôs-se em pé sobre o filisteu, e tomou a sua espada, e tirou-a da bainha, e o matou, e lhe cortou com ela a cabeça; vendo então os filisteus, que o seu herói era morto, fugiram.

3. Outras mais podem ser encontradas nos livros de 1 e 2 Sm.

Como canta a Pra. Cassiane, “com Cristo é vencer ou vencer”. Nossa própria tradição (Hino 304 – Hinário Evangélico, 2ª. estrofe) como povo de Deus nos ensina que existem vitórias para aqueles a quem Deus escolhe e aos que reagem favoravelmente a sua escolha. Há vitórias do Senhor reservadas a nós, como a de 1Co 15.54, e, em nome de Jesus Cristo, vamos alcançá-las todas. Acredito que a melhor delas nós já conquistamos que é a de ser feito filho de Deus. Aquelas vitórias que vêm como herança da filiação recebida nós não vamos perdê-la. Deus seja louvado!

Reação que as vitórias de Davi provocaram no povo:

1. As mulheres do povo o admiram e cantam sua vitória (1Sm 18.7);

E as mulheres dançando e cantando se respondiam umas às outras, dizendo: Saul feriu os seus milhares, porém, Davi os seus dez milhares

2. Homens se juntam a ele para a luta (1Sm 20.11ss; e 27.2).

Assim fez Jônatas aliança com a casa de Davi, dizendo: O SENHOR o requeira da mão dos inimigos de Davi – 1Sm 20.16;

Então Davi se levantou, e passou, com os seiscentos homens que com ele estavam, a Aquis, filho de Maoque, rei de Gate – 1Sm 27.2.

3. Outros mais que se uniram a Davi podem ser encontrados em 1Cr 12.

Durante todo o meu tempo de vida, descobri que as pessoas gostam de ver e de estar ligada a gente vencedora. Elas ficam eufóricas quando estão perto delas. Querem ser fotografadas ao seu lado. Os poetas escrevem sobre elas e cantores cantam a sua história. A própria história secular é escrita a partir da visão dos vencedores.
Entenda, ninguém gosta de se unir a perdedores. Por exemplo, quando você quer abrir um negócio e necessita de um sócio, quem você procura? Lógico que é alguém que tenha dinheiro e seja bem sucedido, de preferência. Ou ainda, quando alguém lhe procura e diz: - “Empresta-me R$ 1.000,00 (mil reais) que eu lhe pago daqui a um mês com 20% de juros”. Além de você ficar desconfiado, com certeza, tendo o dinheiro, prefere deixá-lo aplicado em um Banco. Dá mais segurança, pois o Banco tem garantias e o endividado que precisa do dinheiro emprestado não tem garantia nenhuma.

Ao Davi se uniram homens valentes por ser ele um Rei vencedor e eles também queriam conquistar vitórias. Os homens que se uniram a Davi, apesar de valentes estavam cansados de serem perdedores, pois, a maioria deles, eram os rejeitados de Israel.
Davi era também um homem generoso e cumpridor de suas alianças como nos revela a sua história com Mefibosete filho de Jônatas (2Sm 4.4; 7.6ss; e 9.10).
Assim, devemos ser, como o Rei Davi, vencedores.

Considerações

Ao recebermos a unção que, pela fé, tomemos posse da vitória e creiamos que somos vencedores. Que o exemplo de Davi nos inspire a confiar em Deus e não naquilo que o dinheiro pode nos dar, como aprendemos durante todo o mês da campanha. Que façamos do Senhor o verdadeiro Deus sobre nossas vidas.

Ao vivermos como vitoriosos, certamente pessoas procurarão o nosso favor e vão querer se colocar como companheiras em nossa caminhada. Sejamos então generosos e bondosos como convém a homens de Deus.

Vivamos conforme o propósito de Deus para nossa vida: Sermos mais do que vencedores (Rm 8.37).

Rev. JC Peres

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Para o Dia das Mães

CARREIRA GLORIOSA

Uma mulher chamada Anne foi renovar a sua carteira de motorista.
Pediram-lhe para informar qual era a sua profissão. Ela hesitou, sem saber bem como se classificar.
- "é que a todas eu pergunto é se tem um trabalho", insistiu o funcionário.
- "Claro que tenho um trabalho", exclamou Anne. "Sou mãe".
- "Não consideramos 'mãe' um trabalho. Vou colocar "Dona de casa", disse o funcionário friamente.

Não voltei a lembrar-me desta história até o dia em que me encontrei em situação idêntica. A pessoa que me atendeu era obviamente uma funcionária de carreira, segura, eficiente, dona de um título sonante.
- "Qual é a sua ocupação?” Perguntou.

Não sei o que me fez dizer isto; as palavras simplesmente saltaram-me da boca para fora:
- "Sou Doutora em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas."

A funcionária fez uma pausa, a caneta de tinta permanente a apontar para o ar, e olhou-me como quem diz que não ouviu bem. Eu repeti pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas. Então reparei, maravilhada, como ela ia escrevendo, com tinta preta, no questionário oficial.
- "Posso perguntar", disse-me ela com novo interesse, "o que faz exatamente?"

Calmamente, sem qualquer traço de agitação na voz, ouvi-me responder:
- "Desenvolvo um programa em longo prazo (qualquer mãe faz isso), em laboratório e no campo experimental (normalmente eu teria dito dentro e fora de casa). Sou responsável por uma equipe (minha família), e já recebi quatro projetos (todos eles meninas). Trabalho em regime de dedicação exclusiva (alguma mulher discorda?), o grau de exigência é a ní¬vel de 14 horas por dia (para não dizer 24...)”.

Houve um crescente tom de respeito na voz da funcionária que acabou de preencher o formulário, se levantou, e pessoalmente me abriu a porta.

Quando cheguei em casa, com o título da minha carreira erguido, fui recebida pela minha equipe – uma com 13 anos, outra com 7 e outra com 3. Do andar de cima, pude ouvir o meu novo experimento (uma bebê de seis meses), testando uma nova tonalidade de voz. Senti-me triunfante!

Maternidade... Que carreira gloriosa!

Assim, as avós deviam ser chamadas "Doutora-Sênior em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas", as bisavós: "Doutora-Executiva-Sênior" e as tias: "Doutora- Assistente".

Mande isto a todas as mães, avós, bisavós e tias que conheças, e a alguns homens que você ache que mereçam!

Uma homenagem carinhosa a todas as mulheres, mães, esposas, amigas e companheiras Doutoras na Arte de fazer a vida melhor!

Texto de domínio público

quarta-feira, 2 de março de 2011

PALESTRA PROFERIDA NO FÓRUM DE ENSINO CRISTÃO NA IM TUCURUVI

“Até a minha chegada, dedique-se à leitura pública da Escritura, à exortação e ao ensino” – 1Tm 4.13.

“Quando você vier, traga a capa que deixei na casa de Carpo, em Trôade, e os meus livros, especialmente os pergaminhos” – 2Tm 4.13.

“ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei” – Mt 28.20

Introdução

A luz dos textos lidos, quero fazer algumas considerações que julgo importante para a Ensino Cristão: Dedicação ao Ensino Cristão; Amar o que faz até o fim; Somente através do Ensino Cristão estamos cumprindo a missão determinada por Cristo.

Dedicação ao Ensino Cristão

Para mim, trata-se de uma via de mão dupla. Tanto o professor quanto o aluno devem ter dedicação naquilo que faz. O tempo da pós-modernidade nos faz questionar e considerar como velho, antiquado e desnecessário tudo o que aprendemos como tradição de nossos pais.

Por outro lado, colocam em nós valores que são contrários a moral e o bom costume cristão. Fazem-nos ficar muito parecidos uns com os outros e com a filosofia do mundo, o propósito e fazer com que todos queiram a mesma coisa. Globalizam-nos, modelam-nos para pensarmos e reagirmos como é esperado por eles. Com fins, puramente comerciais.

O Ensino cristão liberta-nos e nos coloca no cerne de coisas vitais tanto para o aqui e agora como para a eternidade. Por isso, espera-se dedicação, pois sem ela tudo fica sem graça.

Amar o que faz até o fim

Quando ninguém mais estiver acreditanto. Acredite. Faça discípulos que seguirão as suas orientações cristãs. O melhor discípulo é o seu filho/a, pois tem admiração por você e ouve a sua voz.

O Ap. Paulo creu até o fim naquilo que julgou importante para sua vida, fez discípulos que foram fiéis em transmitir às gerações seguintes a fé cristã através do ensino discipular. Timóteo foi um deles. Queremos que você ame até o fim de sua vida coisas que são importantes para o Reino de Deus e se dediquem a elas. Faça os seus discípulos.

Somente através do Ensino Cristão estamos cumprindo a missão determinada por Cristo. O final do comissionamento que recebemos do Senhor diz que Ele estará conosco até o fim dos tempos. Até o fim dos nossos dias. Mas, para isso, seguindo a linha de pensamento do comissionamento, precisamos fazer discípulos, batizá-los e ensiná-los. Penso que o ensino está sendo relegado ao esquecimento.

Consideração final

O ensino faz parte de nossa responsabilidade ao fazer um discípulo. Muitos irmãos chegam ao convívio da igreja e eles precisam ser interagidos com o restante dela e levados ao conhecimento das coisas que são importantes para a nossa fé.
A Igreja tem caminhos para isso: Escola Dominical e Discipulado nas Células. Os Cultos deveriam ser somente comtemplativos, ou seja, para adoração e louvor ao Senhor dos Altos Céus, porém, tem se tornado também lugar de ensino, mas, não pode, em hipótese alguma, servir como único espaço de oritentação cristã.

Rev. JC Peres

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Culto do dia 26/01/2011 – quarta-feira – 20h00

QUEM É O NOSSO DEUS?

Conhecemos realmente o nosso Deus?

Esta é uma pergunta que realmente inquieta o meu coração. Não porque eu tenha dúvidas sobre Deus e sim porque muitas vezes me questionam sobre a existência de Deus e que se Ele existe quais as razões de tantas tragédias no mundo. Como se por acreditar em tudo o que a Bíblia me ensina sobre Deus eu tenha que dar explicações e convencer pessoas sobre sua existência e convencê-las ainda de que Ele não tem culpa de nada do que está acontecendo com este mundo.

Ainda bem que esta é uma tarefa do Espírito Santo (Jo 16.8-13) e isto me basta.

Outras duas perguntas serão foco de nossa palavra, no dia de hoje: Deus é uma pessoa? Ou Deus é algo impessoal?

A Bíblia traz diversas informações que nos ajudam a pensar sobre Deus:

Ele é o Deus da graça - Rm 5.15. É por causa de sua graça fomos criados para nos relacionarmos com o Pai. Este relacionamento somente é possível entre pessoas.

O homem foi criado à imagem e semelhança de Deus - Gn 1.27. Se olharmos para o homem, poderemos ver a Deus? Não. Pois a nossa semelhança não está na imagem física e sim na imagem espiritual (Jo 4.24). Não está na imagem moral, pois Deus é totalmente Santo (Ap 15.44).

Deus possui intelecto, sentimentos e vontade , assim como o Criador, o homem também possui estes atributos. Quem os possui é considerado como pessoa. O homem pode amar a Deus e ser por Ele amado.

Algumas considerações sobre o caráter Divino:

Deus é perfeito, puro e o seu caráter não é comparável a nada que conhecemos. Pela Bíblia podemos conhecer um pouquinho do que Deus é. A presença de Deus nos traz alegria e segurança. Vejamos como a Bíblia nos apresenta a pessoa de Deus:

a) Ex 20.2 - Deus é libertador:
b) Ex 3.4 - Ele é o Deus que nos chama;
c) Dt 4.39 - É o único Deus;
d) 1Cr 29.12 - Ele é soberano;
e) Sl 47.1,2 - É altíssimo. Está sobre todas as coisas. É Rei sobre a terra;
f) Lv 11.44a; 1Sm 2:2 - Deus é Santo;
g) Sl 33.5 - É reto, justo e benigno;
h) Ef 2.4,5; Jer 31.3 - Deus é rico em misericórdia e amor. É Ele quem nos vivifica;
i) Sl 115.3 - Reside nos Céus;
j) Dt 4.37 - Ele é poderoso;
l) Jó 12.13 - Deus é Sábio;
m) Sl 90.1,2; Dt 33.27; Sl 45.6 - Deus é eterno;
n) Is 54.8 - Ele é o redentor.

Este Deus espera que os seus filhos tenham um coração limpo - (Mt 5.8).

Culto do dia 19/01/2001 - quarta-feira – 20h00

AS CARACTERÍSTICAS DO DISCÍPULO DE CRISTO:

Para sermos discípulos de Cristo é necessário que em nosso proceder tenhamos algumas características próprias do discípulo e para tê-las é bom conhecer e estudar sobre elas e depois desenvolvê-las em nosso dia a dia.

a) Jo 3.33 - O discípulo de Cristo é aquele que nasceu de novo. Nascer de novo é aceitar Jesus como Senhor e Salvador de sua vida e, pela fé, tornar-se filho de Deus (Cf. Jo 1.12);

b) Jo 8.31 - O verdadeiro discípulo de Jesus é aquele que permanece na sua palavra.

c) Jo 12.42,43 - O amor à glória dos homens impede a muitos de serem discípulos de Jesus.

d) Jo 13.34,35; 15.12 - O amor de uns pelos outros é o que caracteriza o discípulo de Cristo. A prática deste amor se dá através do envolvimento, do caminhar junto ao irmão que necessita de ajuda. Tudo o que se fizer para o próximo, aquele a quem você pode ajudar, seja sem esperar nada em troca. Jesus é quem te recompensará.

e) Jo 14.21 - Ter os mandamentos de Cristo e os guardar provam que o discípulo O ama. Conhece-se a vontade e os mandamentos de Cristo, pela leitura da Bíblia.

f) Jo 15.16 - O discípulo deve produzir frutos, isto é, trazer pessoas a Jesus e, em sua vida, produzir fruto do Espírito Santo (Gl 5.22).

g) Jo 15.5 - Permanecer em Cristo é fundamental para que o discípulo de fruto.

h) Jo 15.6 - Aquele que não produz frutos não é discípulo, pode ser lançado fora.

i) Jo 17.18 - O mundo é o campo de trabalho para o discípulo de Jesus, pois quem precisa de salvação está no mundo e não nos bancos da Igreja.

j) Jo 15.18-20 - O discípulo corre o risco de ser odiado pelo mundo, ser perseguido por ele, mas também, o mundo poderá guardar a sua palavra.

LIÇÃO PARA SER COLOCADA EM PRÁTICA:

"JESUS FOI SERVO E COMO ELE NÓS TAMBÉM DEVEMOS SERVIR" (Jo 13.1-20)

UM INÍCIO DE ANO DIFERENTE

"Que mediante a fé estais guardados na virtude de Deus para a salvação, já prestes para se revelar no último tempo" 1 Pedro 1:5

Nestes últimos dias, tenho ouvido mais e falado menos; tenho visto mais e aparecido menos; tenho observado mais e me colocado menos; enfim, tenho saboreado mais lentamente as coisas que vem a mim.

Durante o mês de janeiro, na IM Tucuruvi, onde pastoreio, nós realizamos um programa intitulado: “Doze Dias de Oração e Jejum para Doze Meses de Bênçãos”. Fizemos uma experiência em escalar líderes leigos para ministrarem a Palavra de Deus a cada dia da semana e também fizemos uma escala para jejum e oração. Foram dias surpreendentes! Maravilhosos! Como Deus se revela aos pequeninos (Lc 10.21). Aprendi muito neste início de ano através deste programa. Pasmem! Choveu durante todos os dias e ainda assim, por ser mês de férias, onde muitos dos nossos queridos estavam em viajem, a presença média foi de 34 pessoas em todos os doze dias e foram dias seguidos. Tremendo! Não?

Foi em meio a este programa que recebemos notícias vindas do Rio de Janeiro informando sobre a tragédia provocada pelas torrenciais chuvas que por lá estavam caindo, na região serrana. Muitos mortos, muitos desaparecidos e milhares de desabrigados. Quanta tristeza e angústia tomaram conta de nosso coração! Levantamos diversos clamores; fizemos arrecadação de roupas, sapatos, alimentos não perecíveis e água potável. Enviamos tudo para as Cidades atingidas pela calamidade; Atendendo ao apelo de nossa Região Eclesiástica, conforme e-mail que recebi do irmão Francisco Sena, Coordenador da Expansão Missionária de nossa Igreja, realizamos o levantamento de ofertas para que enviássemos o montante em espécie, a fim de que as Igrejas Metodistas que estavam envolvidas com as tragédias pudessem comprar o que fosse necessário ao atendimento aos desabrigados. Foi um dos momentos mais lindos e emocionantes que já vivi como pastor da Igreja Metodista, todos os presentes participaram com satisfação, tenho certeza de que a maioria deu tudo o que possuía em suas bolsas e carteiras. Chorei ao anunciar o valor levantado. Obrigado Senhor! Por permitir que eu pastoreie parte do Seu rebanho.

Como sempre, as histórias sempre têm porém negativos, comecei a receber e-mails falando em desvio de mantimentos por alguns aproveitadores, essas coisas meio “datenescas” que só fazem entristecer o coração e roubar a alegria. Outros e-mails informavam que os comerciantes tinham a ousadia de cobrar cerca de R$ 20,00 (vinte reais) por recipiente de 20 litros de água. Absurdo. Entretanto, não me deixei roubar, curti as bênçãos que foram proporcionadas por Deus através dos irmãos e irmãs da Igreja.

Como fruto disto, tenho tirado algumas conclusões: vale à pena ouvir o que as pessoas cristãs compromissadas com o Reino têm a dizer em nome de Deus. São coisas lindas; O povo de Deus é tremendo, diante dos desafios apresentados reagem de modo espetacular, doam o que podem com profunda alegria no coração; que a oração da fé, às vezes não muda a tragédia ocorrida, mas conforta o coração de quem espera em Deus (vide os testemunhos em relação às pessoas envolvidas na tragédia do Rio de Janeiro no Site: www.metodista.org.br). Emocionei-me e chorei quando compartilhei com minha família o testemunho do Pastor Márcio Ramos da Silva que perdeu o seu filhinho Heldai; Por último, é inevitável que os aproveitadores da desgraça alheia, que agem como abutres sobre a carniça dos animais mortos, apresentem-se nestas horas para lucrarem financeiramente, mas, como povo de Deus, não desanimemos, que sigamos em frente e mostremos ao mundo que somos diferentes, pois somos portadores do amor divino e como embaixadores do Reino, promovamos a paz, a justiça e o direito, como convém aos homens e mulheres de Deus.

Um beijo a todos/as vocês

No amor de Cristo,

Rev. JC Peres

sábado, 18 de dezembro de 2010

POESIA DE NATAL


Conta-se uma história muito linda
De uma criança que na estrebaria nasceu
E na região de Nazaré se criou e cresceu
Tristeza não haverá e a dor se finda

Quando aceitamos pela fé a sua história
Tornamo-nos herdeiros da promessa
Vivendo como a nossa fé professa
Nosso caminhar será de vitória em vitória

Ao povo que andava nas trevas brilhou a luz
Ao povo que sem esperança e cansado
Ao povo humilde, triste e amargurado
A esse povo somente que nasceu Jesus

A mais bela estrela no azul do céu brilhou
O mais belo coral que se conhece cantou
Coral formado de miríades de anjos encantou
O pastor do campo que a tudo observou

O menino veio em atmosfera de amor
Para homens e mulheres sobrecarregados
Veio também para os aflitos e os cansados
A fim de dar alívio, paz, alegria e não dor

Que o Natal seja tempo de esperança
Seja tempo de comunhão e de vitória
E todos os que vivem nessa confiança
Passe adiante, conte a sua história

Pois é Natal.

Rev. JC Peres
18/12/2010

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

LUTANDO CONTRA O PECADO IV

Fazendo minhas considerações finais sobre o estudo luta contra o pecado, vou pontuar outros dois aspectos da batalha na dimensão espiritual por onde o Inimigo procura vencer os guerreiros do Senhor: na vida dos crentes e no nível cristão.

Na vida dos crentes

Em Cl 2.15 está a afirmação de que o inimigo foi derrotado por Cristo, na cruz. Nós recebemos de Cristo autoridade sobre os demônios (Lc 9.1; 10.19). Portanto, devemos temer a Deus, nunca o Diabo ou seus demônios. Os demônios se submeterão aos crentes, às vezes não facilmente (Mc 9.14-29; Mt 17.21), mas se submeterão.

O inimigo nos ataca visando a nossa queda. Os crentes, por mais fervorosos que sejam, são alvos das investidas malignas – (2Co 11.3; 2.11).

Edy Murphy diz:

A noção popular que afirma que se fixarmos toda a nossa atenção sobre o Senhor Jesus, então, poderemos ignorar o diabo e seus demônios, fica assim comprovada como uma idéia falsa, contrária aos ensinos das Sagradas Escrituras (A luta contra os anjos do mal, p. 64).

É importante sabermos que os ataques malignos visam levar-nos a:
a) - Abafar o Espírito Santo em nossas vidas – (2Co 2.11; Ef. 6.10-13; 1Tm 4.1; 2Tm 3.13);
b) - Encontrar brechas em nós por onde ele possa pegar-nos – (Ef 4.27)

Satanás não conseguiu êxito com Jesus (Mt 4 e Lc 4), mas conseguiu com Pedro (Lc 22.31-34) e continua tendo êxito na vida de muitos crentes através de:
a) - Sexo – há tentações satânicas na área sexual – (1Co 7.5);
b) - Obediência – tenta-nos visando nossa desobediência a Deus – (1Ts 3.5).

Não se deixe enganar dizendo que não somos alvos do inimigo, somos sim. Por isso, atentar para o ensino dado pelo Ap. Pedro (1Pe 5.8). Nunca se esqueçam que um crente verdadeiro que se descuida, que relaxa, que não ora, em suma, que não leva a sério sua vida cristã, pode ser devorado pelo maligno. Vide ainda 1Tm 3.6,7; 5.15; 2Tm 2.26.


3º) – De nível cristão

A guerra neste nível, em termos de estudos, causa muita divisão de pensamentos entre os cristãos, pois trata da libertação de crentes demonizados. Ed Murphy e Neuza Itioka entendem que existem crentes com a necessidade libertação, podem ser encontrados em todas as igrejas locais ou instituições cristãs. Vejam o seguinte esclarecimento:

O enigma dos crentes demonizados. Mas antes de tudo, damos uma palavra de esclarecimento. Os crentes não podem ser possuídos por algum demônio. Satanás não pode apossar-se e nem controlar totalmente os filhos de Deus. Em seguida, uma palavra de afirmação. Crentes autênticos, mediante condições incomuns de pecado – ou seus próprios pecados ou de outras pessoas contra eles – podem ficar demonizados. Quando isso ocorre, eles precisam experimentar livramento desses demônios (p.66).

Ler Tiago 5.16; 4.1-8.

Somente quem não está envolvido com libertação defende idéia contraria.

A intenção de abordar este aspecto é ajudar crentes aflitos, para libertá-los de seus sofrimentos, aqueles causados por demônios que em razão do pecado se apegaram em suas vidas.

Razões/Causas da demonização de crentes:

1 – Foram endemoninhados antes de se converterem ao Senhor. O ideal é que o novo convertido passe por um acompanhamento pós-conversão;
2 – São endemoninhados por causa do pecado. Estes necessitam, ainda que sozinhos, voltarem-se contra os demônios que agem nas suas vidas – (Tg 4.1-7).

Os sintomas de quem está demonizado em alguma área de sua vida, por causa do pecado:
a) Praticas ou fantasias sexuais ilícitas;
b) Ira guardada, amargura, ódio, cólera e rebeldia – sentimentos que levam a impulsos destrutivos ou autodestrutivos.

A BATALHA EXISTE E VOCÊ ESTÁ ENVOLVIDO NELA.
Que Deus os abençoe!

Rev. JC Peres

LUTANDO CONTRA O PECADO III

Em continuidade ao estudo anterior, Lutando Contra o Pecado II, vamos considerar algumas questões a partir da vida espiritual. Quando centramos o foco de nossas atenções na dimensão espiritual, encontramos pelo menos três níveis de batalha, por onde o inimigo procura vencer sobre nós:

1º) – Da evangelização

Definindo evangelização como o meio de conquistar incrédulos (aqueles e aquelas que não professaram a sua fé e nem aceitaram a vida cristã como seu estilo de vida) para Cristo por intermédio do Evangelho – (Cf. Mt 28.18-20).

A evangelização sem si mesma já pressupõe uma batalha espiritual, pois como explicaríamos o fato de conhecermos o desejo de Deus, em relação a evangelização, e não o realizarmos (At 26.18; 2Co 4.3,4). Como explicaríamos que mesmo quando tomamos iniciativa para a realização da evangelização e a realizamos, muitas pessoas não dão ouvidos a nossa voz.

Isso nos leva a pensar que Satanás, dentro do seu ministério de se opor a Cristo, opera de modo a impedir o nosso sucesso na evangelização. Observem o que ensina 2Co 4.4 – “ nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus”. Por esta razão, não podemos esmorecer em nossa luta e na força do Espírito Santo e em nome de Jesus Cristo, prosseguirmos avante em nossa missão evangelizadora.

É importante lembrar-se sempre, Satanás age contra a evangelização e para isso, utiliza-se de alguns meios: a) – 1Ts 2.18b – “ ... Satanás nos barrou o Caminho” – esta informação do Ap. Paulo é um claro indício do agir satânico para impedir a evangelização; b) – Mt 13.19a – “A todos os que ouvem a palavra do reino e não a compreendem, vem o maligno e arrebata o que lhes foi semeado no coração” – Mateus demonstra a possibilidade de roubo pelo maligno da palavra da salvação semeada em corações humanos; e c) – Mt 13.24-30 – A parábola do Joio é também um ensinamento de como o inimigo procura confundir as mentes e corações humanos para lhes roubar a salvação.

Só nos resta um apelo, permaneçamos fiéis aos propósitos e desígnios de Deus, Salvar os seres humanos, através da evangelização, pregando a palavra e repreendendo as ações malignas. Somente assim, poderemos lograr êxito em nosso propósito de servir ao Senhor.

Que Deus os abençoe!


Rev. JC Peres

LUTANDO CONTRA O PECADO II

Em continuidade ao estudo anterior,Lutando Contra o Pecado I, vamos observar os níveis onde o pecado ocorre.

O pecado ocorre em três níveis:

1 – Em nível pessoal – algo que vem de dentro. Refere-se à própria carne (carne entendida como a humanidade interior sempre voltada para o mal – ação fora da vontade de Deus) – Gl 5.16-21.

Os desejos pessoais e egoístas que a maioria de nós nutre no coração, segundo os textos bíblicos são pecaminosos, porque não visa o bem coletivo e sim o bem pessoal. O nosso Deus é um Deus firmado na comunhão e na unidade. Ele espera que nós também sejamos comunitários e unidos. Desde modo, não há lugar para interesses pessoais no Corpo de Cristo e sim, para o que é de interesse coletivo, que promova a comunhão, a unidade e dignifique, engrandeça e glorifique o nome do Senhor.

2 – Em nível social – algo que vem de fora. Refere-se ao mundo.Existem também os pecados que são coletivos e são cometidos por uma sociedade humana alienada de Deus, ou seja, contrária a Ele. Um exemplo claro que temos na Bíblia se encontra no Livro de Jonas. Nínive vivia em pecados e totalmente fora dos desígnios do Senhor e somente quando houve arrependimento, ocorreu a salvação daquela Cidade.

No item anterior, faz-se necessário entender que falamos do coletivo no sentido de Corpo de Cristo, a sua Igreja e no segundo momento estamos falando de um coletivo mundano e afastado de Deus, que se baseia em princípios não divinos.

3 – Em nível espiritual – por detrás da carne e do mundo se encontra a fonte primeira do pecado. Vejamos – Ef. 2.1-3: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andaste outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais”.

Como pode ser visto, a carne e o mundo são os canais da ação maligna que oprime e visa destruir a humanidade, tanto de crentes como de não crentes. Então, mantenhamos firmes no propósito de nossa luta.

Que Deus os abençoe e os guarde.

Rev. JC Peres.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

VII - Lutando Contra o Pecado

No estudo anterior, eu disse que o nosso desafio era o de permanecer firme na batalha. Algumas pessoas questionam-me: “Devo permanecer firme em que batalha?” Minha resposta é de que devem permanecer firmes na batalha contra o pecado. É através do pecado que Satanás, hábil estrategista, consegue derrotar o ser humano e afastá-lo do Senhor (Is 59.2).

Acredito que posso afirmar que estamos em guerra contra o pecado, não seria exagero nenhum de minha parte, pois a Bíblia está repleta de citações onde o homem se perdeu por pecar contra Deus, como exemplo: Adão – Gn 3; Caim – Gn 4.1-16; O Ser Humano com ser corrupto – Gn 6.5-13; Sodoma e Gomorra – Gn 18.20-21; 19.13, 23-26. Poderia continuar citando mais algumas situações, entretanto creio que já entenderam a minha afirmação.

O pecado é um dos maiores vilões nesta batalha, pois ele tem a seu favor o concurso de nossa vontade carnal que é muito inclinada para o pecado (Gl 5.19-21). Satanás sabendo disto, não perde tempo em aguçar e fazer aflorar os desejos carnais que trazemos em nós, visando nos levar ao pecado.

O pecado nos derruba porque ele está em guerra contra a retidão. “... desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta” – Hb 12.1b. A proposta do Ap. Paulo é para que consigamos nos livrar do pecado para sermos boas testemunhas a todos aqueles que nos observam. Precisamos aprender a guerrear contra o pecado, senão ele facilmente nos oprimirá e nos vencerá.

Necessitamos declarar guerra contra o pecado – Hb 12.4 diz: “Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue”. Este versículo sugere peleja, as palavras grifadas são termos empregados por quem se encontra em peleja e quer a vitória. Acredito que este seja o seu caso, não é mesmo? Para nos animar e levar-nos à vitória temos um Grande General, assim, lutamos olhando para o Senhor Jesus Cristo – Hb 12.2.

Rev. JC Peres

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

VI - A origem da batalha espiritual

A Palavra de Deus nos esclarece que tudo começou nas dimensões celestiais (2Pe 2.4; Jd 6; e Ap 12). Deus criou tudo de forma perfeita e harmoniosa, mas um de seus Querubins resolveu que iria se tornar maior do que Deus e ocuparia o seu lugar no Céu e deste modo, quebrou-se a harmonia pela cobiça e insubordinação de Lúcifer (Is 14.12-15; Ez 28.13-17). Assim, após a rebelião que houve no Céu, em função do pecado e da queda, o querubim e um terço dos anjos tornaram-se demônios que assolam a humanidade. A Palavra de Deus informa que foi dessa forma que surgiu o Diabo e os seus anjos.

“As coisas encobertas pertencem ao Senhor, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei” – Dt 29.29. Por este versículo aprendemos que as coisas que nos foram reveladas nos pertencem e aquelas que não nos foram reveladas não nos pertencem, portanto não vamos nos preocupar com o que não precisamos. Está revelação é suficiente para nos cuidarmos na caminhada da fé e no bom testemunho da vida cristã. Enfim, aquela luta que se iniciou nos céu ganha a dimensão terrena.

Vejamos como isso se deu. O homem foi iludido por Satanás e o seu Universo deixou de ser o mesmo – (Gn3; Jo 8.44; 2Co 11.3; Ap 12. 3-7). Deste de aquele momento entrou a maldição no mundo, a morte e, o pior de tudo, ocorreu à separação do ser humano de Deus. Entretanto, como a humanidade é a coroa da criação do Senhor (Sl 8), Deus em todos os períodos da história procurou criar pontes de salvação humana, visando religar o homem a Deus, com os Patriarcas, com Moisés, para citar alguns do Antigo Testamento, e finalmente com Jesus Cristo.

Satanás, mesmo com o sucesso do projeto Jesus Cristo, insiste na batalha pela posse definitiva do ser humano, cabendo a nós a luta de resistência, trata-se de uma luta duradoura e longa, pois a Bíblia ensina que a guerra terminará somente por ocasião do juízo final – (Mt 25.41; Ap 20).

Assim, o desafio é permanecer firme na Batalha, sabendo que Cristo é a nossa vitória.

Rev. JC Peres
Pr. IM Tucuruvi.

sábado, 18 de julho de 2009

Batalha Espiritual V

Continuação do estudo anterior

Em relação ao que já estudamos até agora, alguns esclarecimentos se fazem necessários:

1. O Lugar onde acontece a luta é nas regiões celestiais: “pois não é contra carne e sangue que temos que lutar, mas sim contra os principados, contra as potestades, conta os príncipes do mundo destas trevas, contra as hostes espirituais da iniqüidade nas regiões celestes”. – Ef 6.12;

2. A maneira pela qual entramos nas regiões celestiais para a batalha é através da oração: “com toda a oração e súplica orando em todo tempo no Espírito e, para o mesmo fim, vigiando com toda a perseverança e súplica, por todos os santos”, – Ef 6.18;

3. Todo guerreiro necessita se armar para a batalha, utilizando-se de armas de defesa e de ataque. As armas para essa luta são: a) O Sangue do Senhor Jesus – que nos purifica e santifica de todo o mal (Hb 9.11-22), torna-se arma de defesa; b) O Nome do Senhor Jesus (Mc 16.17-18) é arma de ataque. Não necessitamos mais do que essas duas armas para conquistarmos grandes vitórias em nossas lutas diárias;

4. Na batalha espiritual, temos aliados importantes enviados por Deus. Quem são eles? São os anjos de Deus que nos auxiliam e nos apoiam na batalha espiritual (Hb 1.13-14 e Sl 91.11).

Conclusão

A luz do que estudamos até aqui, concluímos que o guerreiro deve possuir intimidade com Deus para ter autoridade e poder utilizar-se das armas que o Senhor nos concede para a batalha. Efésios 6.10-17 ensina que devemos dispor da armadura de Deus para enfrentarmos o dia mal e também, ensina-nos um modo de vida na presença do nosso Senhor, que devidamente observado nos capacita para vencer.

Assim, amado irmão e amada irmã intercessora, oro para que o Deus de nossa vida possa enchê-los de paz, de sabedoria e de unção do Espírito Santo, afim de que tenhas um ministério abençoado e próspero, para o louvor, honra e glória ao Senhor.


Rev. José Carlos Peres.